segunda-feira, 25 de março de 2013

Observatório aponta irregularidade na contratação de artistas pela Fundação Teatro Municipal Trianon



"Irregularidade na contratação de artistas pela Fundação Teatro Municipal Trianon


De acordo com a Lei de Licitações, é inexigível licitação para a "contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública".

A licitação é inexigível porque a competição é inviável. É impossível, por exemplo, licitar a apresentação de Roberto Carlos.

Perceba que para estes casos a lei fala em contratação direta ou através de empresário exclusivo.

O empresário exclusivo é aquele que gerencia os negócios de artistas determinados, numa relação contratual duradoura. Difere do intermediador, que atua em relações pontuais e efêmeras.

Ensina Marçal Justen Filho, com acerto, que a "intervenção do empresário só se justificará se preexistir vínculo contratual que subordine a contratação do artista à participação dele".

Pois bem, vejamos se a regra foi observada nos extratos abaixo, ambos publicados no DO de 21/03:






Observe que o artista é o mesmo, "Dom Américo", mas as contratadas (intermediadoras) são distintas. Ora, aqui é um claro exemplo de violação da regra estabelecida no art. 25, III, da Lei de Licitações. 

Diante disso, considerando que este não é um caso isolado, recomenda o Observatório que a Fundação Teatro Municipal Trianon atente para os requisitos legais na contratação de artistas."

Opiniões dos Leitores:

douglas da mata escreveu:

E sobre o edital suspenso por recomendação do TCE para compra de sistema de gerenciamento de pesquisa acadêmica na graduação e pós da UENF?

O Observatório vai se pronunciar?

Ou sobre os contratos da mídia local com a municipalidade, vai ter algum questionamento?

Ou a observação vai ser seletiva?

Cleber Tinoco escreveu:

Caro Douglas,

O foco do Observatório é a Administração Pública municipal. É impossível sindicar todos os atos e contratos da Administração, por conseguinte ela é seletiva.

Outras ações que visem ampliar a fiscalização do Poder Público, seja do nível municipal, estadual ou federal serão sempre bem vindas.

Abraços,


Cleber Tinoco

douglas da mata escreveu:

Ah, sim, então o foco é da administração municipal, ah, sei, entendi...

Ou seja, um partido político de oposição, sem o nome, sem mandatos, sem votos, e claro, sem fiscalização apertada das contas, já que as ongs são mais, digamos, "frouxas"...

E por certo, um grupo de iluminados coloca em pauta os contratos a serem auditados...

Santo deus Cléber, como você foi cai em uma armadilha destas?

Bom, a não ser que não seja armadilha, e que você tenha alguma intenção por trás disto tudo...tomara que seja isto.

Ei detestaria acreditar que você é um daqueles inocentes úteis, e pelo pouco que te conheci, não é...

douglas da mata escreveu:

Então, os contratos de mídia estão sob este escopo?

Vamos ter auditoria dos contratos da comunicação?

De todos os veículos?

Botelho escreveu:

A prefeitura volta a contratar em forma de RPA no lugar de concursados. Esse contratos durarão 3 meses e após terão os seus contratos deslocados para uma empresa. Estão fazendo isso principalmente com os contratos do REDA que a justiça proibiu. Tá aí a dica.