Quem empreende precisa tomar decisões sobre faturamento, custos, contratação e investimento. Os tributos fazem parte dessas escolhas, mas nem sempre é fácil entender como cada regra afeta o negócio ou quais informações precisam ser reunidas antes de decidir.
Para ajudar nessa primeira análise, o Campos em Debate apresenta o Planejador Tributário: uma ferramenta gratuita de orientação e simulação de cenários empresariais, disponível no navegador.
Abrir o Planejador Tributário →
O que a ferramenta faz
- Escolha do regime. Compara Simples Nacional, lucro presumido e lucro real para comércio, indústria, serviços e receitas mistas, e mostra quanto vai para a União, para o Estado do RJ e para o Município de Campos. No Simples, o DAS aparece repartido entre os tributos conforme as tabelas da LC 123/2006. Controles permitem variar faturamento, margem de lucro e folha, além de dados apurados como a receita acumulada e a alíquota de ISS, sempre dentro dos limites legais, e a ferramenta indica os pontos em que outro regime passa a compensar.
- Situações reais. Campos opcionais para substituição tributária, produtos monofásicos e exportação no Simples, percentuais de presunção por atividade, encargos calculados pela folha, prejuízos de anos anteriores, início de atividade e receita por trimestre.
- Precisão estimada. O usuário indica o que não sabe com segurança, e a ferramenta mostra a faixa de resultado de cada regime, se a conclusão se mantém e o que mais reduz a precisão.
- Operações com mercadorias. Apuração de ICMS, FECP e IPI com créditos, e um recorte de DIFAL.
- Reforma tributária. Calendário de 2026 a 2033 e um laboratório para testar hipóteses de alíquotas de CBS e IBS. Os números preenchidos são hipóteses do usuário, não alíquotas legais.
- Débitos. Simulação do REFIS 2026 de Campos e os caminhos de regularização na União e no Estado.
- Sócios. Custo do pró-labore para o sócio (INSS e imposto de renda de 2026), retenção sobre dividendos e o efeito líquido de aumentar o pró-labore para alcançar o fator R.
- Plano de ação. Para cada ente, a guia de recolhimento, o órgão que cobra e onde discutir, além dos prazos de opção pelo regime.
Na tela inicial, basta escolher o objetivo. Quem não sabe por onde começar responde a três perguntas e recebe um roteiro.
Para quem
Para quem tem ou pretende abrir uma empresa e para contadores, advogados e estudantes que queiram reproduzir cenários. Os conceitos federais servem a empresas de qualquer lugar; as regras estaduais são do Rio de Janeiro e as municipais, de Campos dos Goytacazes. MEI, autônomos e regimes especiais recebem orientação, mas não são calculados.
Como ler o resultado
O resultado é uma estimativa para triagem. O menor valor não demonstra que a empresa pode adotar aquele regime: atividade, impedimentos, créditos, retenções e obrigações podem mudar a conclusão. Antes de decidir, a análise deve ser confirmada com contador e advogado.
Há um cuidado específico para 2027: a opção de regime feita em janeiro de 2027 valerá para um ano em que o PIS e a Cofins dão lugar à CBS. A ferramenta permite comparar os regimes com as regras de 2027, usando a alíquota de referência de 11,3% proposta pelo TCU, que o Senado ainda pode alterar até 22 de dezembro. Os demais limites, como o DIFAL calculado pela base única e o sublimite do Simples, estão listados na aba “Atualizações e limites”.
Atualização e privacidade
As regras foram revisadas em 04/11/2026 a partir de fontes oficiais, listadas com links na ferramenta. A conferência é manual: atos publicados depois dessa data só são incorporados após nova revisão, registrada na própria ferramenta.
A ferramenta funciona no navegador. Não pede CNPJ, senha ou documentos, e os dados digitados não saem do dispositivo do usuário.

Opiniões dos Leitores:
Clique aqui para comentar