quarta-feira, 20 de abril de 2016

Verdades sobre a fosfoetanolamina sintética (pílula anticâncer)




Verdades sobre a fosfoetanolamina sintética (pílula anticâncer)


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A fosfoetanolamina é uma substância que está presente no nosso organismo, compõe a membrana das nossas células, está, inclusive, no leite materno.
A fosfoetanolamina poderia ter sido registrada na Anvisa como suplemento alimentar, aliás isto chegou a ser sugerido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que foi encarregado pelo Governo Federal de dirigir as pesquisas a fim de comprovar ou não a eficácia contra o câncer.
Note-se que o composto em questão já é vendido no mercado exterior como suplemento, especialmente no americano, com o nome de 2-AEP (2-amino-etanol-fosfato). Não se trata, pois, de uma invenção brasileira. O que os cientistas da USP fizeram foi criar um método de produção (de síntese) mais barato e com maior grau de pureza.
O biomédico alemão chamado Hans Nieper, grande estudioso do câncer, com a ajuda de um amigo, obteve a síntese da fosfoetanolamina. Hoje são comercializadas cápsulas com o seu nome. De acordo com Nieper, o composto seria um excelente transportador mineral, fazendo com que minerais, como o cálcio e o magnésio, efetivamente chegassem à célula.
Segundo a Lei nº 5.991/1973, um medicamento é definido como todo produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico. Assim sendo, qualquer produto que possuir alegações terapêuticas deve ser considerado medicamento, independentemente de sua natureza (vegetal, animal, mineral ou sintética), e para isso, precisa de registro para ser fabricado e posteriormente comercializado.
A aprovação de um produto como medicamento exige testes pré-clínicos e clínicos (com pessoas) que atestem a sua eficácia e segurança. Evita-se, com isso, que humanos sejam usados como cobaias ou que sejam ludibriados com medicamentos inócuos ou capazes de causar-lhes malefícios.
Sucede que os estudos anteriores e os de agora do MCTI atestaram que a substância não apresentou nenhum sinal indicativo de toxicidade em nenhum dos parâmetros avaliados.
Vários estudos relacionam o câncer com a inatividade da mitocôndria, organela que seria uma espécie de supervisora da célula. Caberia a mitocôndria induzir a morte da célula doente, dentro de um processo denominado apoptose. Sem a mitocôndria o câncer seria imortal. A fosfoetanolamina se propõe justamente a restabelecer a atividade da mitocôndria, permitindo, assim, que a célula tumoral morra.
Pois bem, desde que centenas de pessoas passaram a fazer uso da substância por prescrição médica, inclusive de médico do Hospital Sírio Libanês, experimentaram melhoras significativas.
O professor de química da USP, Gilberto Chierice, há mais de 20 anos fez uma parceria com um Hospital Amaral Carvalho de Jaú-SP, com o aval do Ministério da Saúde, para iniciar os testes com a fosfoetanolamina sintética. Na época, a ANVISA ainda não existia.
Em razão deste convênio, os médicos do hospital encaminhavam os pacientes para que retirassem na USP as pílulas de fosfoetanolamina sintética. Com o uso, os pacientes e os familiares passavam a notar uma expressiva melhora do quadro clínico (reduziam as dores, sangramentos, tumores diminuíam de tamanho, marcadores tumorais baixavam nos exames etc.).
A situação para estes pacientes se complicou quando o professor Chierice se aposentou e a USP proibiu a produção e o fornecimento da fosfoetanolamina. Desesperados os pacientes procuraram a Justiça para garantir o fornecimento da substância, pois, afinal, sentiam na própria pele que o tratamento com a fosfo estava surtindo efeito positivo.
A patente sobre o método de produção da fosfo pertence a um grupo de cientistas da USP, que só abrem mão deste direito quando o produto estiver liberado para o SUS. O temor deles tem razão de ser, pois a indústria farmacêutica não tem interesse em curar, mas apenas em cronificar doenças, como afirmou o prêmio nobel Richard J. Roberts em entrevista ao periódico espanhol La Vanguardia.
Os interesses econômicos contrários a fosfoetanolamina já estão trabalhando há algum tempo para derrubá-la. Primeiro, disseminaram a desconfiança de que seria pouco provável uma substância curar todos os tipos de câncer. Disseram que era uma temeridade liberar uma substância sem os necessários testes clínicos. Criticaram os juízes que, com base nos relatos do paciente e de seus exames médicos, deferiam liminares que obrigavam a USP a fornecê-la. Mais recentemente discordaram, sem justificativa alguma, que a substância pudesse ser registrada como suplemento. Os veículos de comunicação comprometidos com tais interesses, passaram a criticar a Presidenta Dilma por ter sancionado uma lei aprovada tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. A Academia Nacional de Medicina chegou a falar em crime de responsabilidade da Presidenta Dilma.
Todavia, tais críticas não prosperam, escondem interesses econômicos, tanto que foram contrários até ao registro da fosfoetanolamina sintética como suplemento alimentar.
As normas que impõem testes clínicos aos medicamentos fundam-se, por um lado, na segurança e dignidade humana e, de outro, na confiança e boa-fé das pessoas.
Se a fosfoetanolamina não apresentou qualquer sinal de toxidade e poderia ter sido registrada como suplemento, a discussão parece recair mais sobre o rótulo de medicamento dado ao produto.
Ora, o que importa para quem tem interesse em usar a fosfoetanolamina é ter acesso a ela de alguma forma, não interessa se com rótulo de suplemento ou de medicamento. Aliás, rotular um produto como medicamento torna, em tese, seu uso mais restrito, mas no caso só imporá aos interessados a apresentação de um laudo atestando a doença e a assinatura de um termo de responsabilidade do paciente.
A discussão precisa ser mais técnica, porque o método científico é apenas uma forma de se chegar a verdade, não a única. As centenas de liminares concedidas pela Justiça não foram por acaso, fundaram-se em fatos e provas da eficácia da fosfoetanolamina e na última esperança de muitos doentes.
Veja alguns relatos extraídos de decisões judiciais sobre a fosfoetanolamina sintética:
“…visando ao fornecimento da substância Fosfoetanolamina sintética, sob o fundamento de que tem 71 anos de idade e, com aproximadamente 50 anos de idade, foi diagnosticada com câncer de útero, tendo se submetido a várias cirurgias na tentativa de melhorar sua qualidade de vida, todas sem sucesso. Em 2008 foi diagnosticada com câncer de mama, sendo necessária nova cirurgia para retirada de parte da mama e de diversos linfonodos na axila esquerda e braço, bem como tratamento de quimioterapia e radioterapia. Já no ano de 2013 o câncer surgiu na tireoide. No ano de 2014, após a realização do exame “petscan” constatou-se a ocorrência de metástase em diversos órgãos e tecidos, tais com fígado, pulmão, ossos da bacia, sacro e fêmures, coluna cervical, mamas, axilas e mediastino. Relata ter realizado dezoito sessões de quimioterapia e dez de radioterapia, contudo não obteve melhor em seu quadro clínico e laboratorial. Relata, ainda, que em fevereiro de 2015, começou a usar a Fosfoetanolamina sintética, sendo que, no terceiro mês de uso da substância notou uma expressiva melhora em seu quadro clínico: suas dores foram amenizadas, vários nódulos desapareceram, o tamanho dos tumores está reduzindo, além de impedir novas metástase.” [1]
“…padece de Câncer de intestino com metástase no fígado e pulmão, passando por intervenções cirúrgicas e sessões de quimioterapia. Informa que, em maio de 2014, iniciou o tratamento com a Fosfoetanolamina Sintética e já de imediato sentiu melhora nos sintomas da doença, pois as dores, os sangramentos, diarreia, vômitos e falta de ar praticamente cessaram, ficando bem mais disposto fisicamente. Informa que o tratamento quimioterápico foi contraindicado pelo médico …, o qual prescreveu o uso da aludida substância, ante a grande melhora em seu quadro clínico.” [2]
“…diagnosticado com câncer no pulmão com metástase na coluna e nos ossos (neoplasia maligna), já em estado avançado, com ramificações pelo corpo, não havendo mais o que a medicina fazer diante da evolução da doença. Faz uso da substância Fosfoetalomina há algum tempo e notou notou uma expressiva melhora em seu quadro clínico…” [3]
“… visando ao fornecimento da substância Fosfoetanolamina sintética, sob o fundamento de que padece de Neoplasia de Pâncreas (CID C 25) e, em razão de sua idade avançada (83 anos), não foi possível se submeter a tratamentos ordinários, tais como quimioterapia e radioterapia. Relata que desde a descoberta do câncer foi internado por diversas vezes com complicações decorrentes de seu quadro clínico, como anemia, perda de peso, debilidade motora e infecções devido à baixa imunidade, mas, em 29 de abril de 2015, iniciou o tratamento com a Fosfoetanolamina Sintética e, de imediato, teve sensível melhora em todos os seus exames laboratoriais, inclusive sendo desnecessárias novas internações.” [4]
"... Visando ao fornecimento da substância Fosfoetanolamina sintética, sob o fundamento de que padece de “Carcinomade Células Escamosas, Pouco Diferenciado Invasivo e Ulcerado” e, no mês de abril do corrente ano, iniciou o tratamento com a referida substância, com o uso diário de três capsulas, pelo período de um ano, porém teve o tratamento interrompido em razão da prisão do fornecedor, o bioquímico (...). Informa que obteve expressiva melhora em seu quadro clínico..." [5]
"... Visando ao fornecimento da substância Fosfoetanolamina sintética, sob o fundamento de que padece de Carcinoma espinocelular na faringe, passando por intervenções cirúrgicas e 40 sessões de radioterapia. Informa que, no final de 2011, após a indicação do otorrinolaringologista (...), iniciou o tratamento com a Fosfoetanolamina Sintética, com a expectativa de ver o quadro da doença se estabilizar ou até mesmo regredir, sendo que, no segundo mês de uso da substância notou uma expressiva melhora em seu quadro clínico, prescindindo, inclusive, das desgastantes sessões de quimioterapia" [6]
"... Visando ao fornecimento da substância Fosfoetanolamina sintética, sob o fundamento de que padece de Adenocarcinoma de Colon com metástases hepática. Aduz que há 25 anos sofre de doença de Crohn, sendo necessária a realização de cirurgia para retirada de 40 centímetros do intestino. Informa que em 2014 submeteu-se a uma nova cirurgia para retirada de um tumor no intestino, retirando, nesta ocasião, 10 centímetros do intestino grosso. Diz que, logo após referida cirurgia, foi diagnosticada com metástase avançada no fígado e que, em razão de sua idade, por apresentar quadro de desnutrição, anemia, diarreia e estar pesando 38 quilos, foi determinada pela equipe médica a suspensão do tratamento oncológico disponível (como cirurgia, quimioterapia ou radioterapia), ante o grande risco de morte. Informa que, em 2014 iniciou o tratamento com aFosfoetanolamina Sintética, sendo que, logo que começou a tomar referida substância já notou uma expressiva melhora em seu quadro clínico, pois não sentiu mais dores, os sangramentos, diarreia e vômitos cessaram, ficando bem mais disposta fisicamente." [7]
"... Visando ao fornecimento da substância Fosfoetanolamina sintética, sob o fundamento de que padece de Neoplasia maligna do cólon (câncer no intestino grosso), com metástase no pulmão esquerdo, passando por intervenções cirúrgicas para retirada dos tumores e tratamento quimioterápico, que não trouxe melhora para o seu quadro clínico. Relata que, em virtude da doença, sente muita falta de ar, dor no peito, enjoo, vomitos, sangramentos e dores no corpo, além de indisposição física, dificuldade de mobilidade, grave abalo psicológico e quadro depressivo. Relata, ainda que, em novembro de 2013, iniciou o tratamento com a Fosfoetanolamina Sintética e imediatamente sentiu expressiva melhora nos penosos sintomas da doença, restabelecendo a qualidade de vida física e emocional." [8]
"... Visando ao fornecimento da substância Fosfoetanolamina sintética, sob o fundamento de que padece de Hemangioma Vertebral, câncer na coluna, e, em razão da doença, já em metástase, faz uso há algum tempo, da substância Fosfoetanolamina Sintética, tendo, com esse tratamento, experimentado expressiva melhora em seu quadro clínico." [9]
"... Visando ao fornecimento da substância Fosfoetanolamina sintética, sob o fundamento de que padece de Neoplasia Maligna da Próstata, com metástase óssea. O autor sustenta, em síntese, que, desde janeiro de 2013, é participante do programa de pesquisa desenvolvido pela USP, sendo que o uso da citada substância possibilitou a melhora progressiva de sua doença, bem como controle clínico da ocorrência de metástases."[10]